Declarações do deputado federal Décio Lima (PT) e do reitor da Furb, João Natel, aumentaram a expectativa, nesta quarta-feira, pelo anúncio de uma universidade federal em Blumenau a ser feito pela presidente Dilma Rousseff na próxima terça-feira. Neste dia, o governo federal apresentará novas ações do plano nacional de expansão do ensino superior. Blumenau estaria entre as quatro cidades a serem contempladas com uma universidade pública gratuita.
Via microblog Twitter, o reitor da Furb confirmou, nesta quarta-feira, que está confirmada a criação de uma universidade federal em Blumenau. O deputado federal Décio Lima (PT) também repassou a mesma informação. O prefeito João Paulo Kleinübing teria sido convidado para a cerimônia da próxima semana, em Brasília.
A única dúvida é saber se a Furb será incorporada a esta nova universidade federal de Blumenau — como deseja o comitê pró-federalização — ou se será criada uma nova estrutura.Movimento Sou Pela Furb Federal O movimento Sou Pela Furb Federal foi criado no Facebook nesta terça-feira para pressionar pela incorporação da atual estrutura administrativa à nova universidade. Até o começo da tarde desta quarta-feira, o número de adesões ao movimento já tinha ultrapassado 10 mil.
Para participar do movimento Sou Pela Furb Federal, clique aqui.
O movimento também está programando para esta quarta-feira, às 20h,uma mobilização pela Furb Federal. Será em frente ao bloco J, campus 1, da Furb.
JORNAL DE SANTA CATARINA
Se os economistas pudessem dar um jeito de serem considerados como pessoas humildes e competentes, num mesmo nível que os dentistas, seria excelente! ( J. M. Keynes, 1930).
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
GOVERNO FEDERAL VAI CRIAR QUATRO NOVAS UNIVERSIDADES FEDERAIS: A EXPECTATIVA É QUE UMA DELAS SEJA NO VALE DO ITAJAÍ
BRASÍLIA - Dilma Rousseff anuncia, nos próximos dias, a criação de novas universidades federais. O Ministério da Educação (MEC) está finalizando a proposta, que detalhará o valor global do investimento e a localização das instituições. Em conversas com reitores, o ministro Fernando Haddad já teria mencionado a intenção de erguer pelo menos quatro novas universidades, mas o número pode ser ligeiramente maior.
A expansão da rede federal de ensino superior foi precedida de um levantamento, em todo país, da oferta de vagas em faculdades públicas. Esse número foi comparado com o tamanho da população. Pará, Ceará e Bahia estão entre os estados que deverão ser escolhidos para sediar as novas universidades. Santa Catarina é outro que pode aparecer na lista.
O MEC informa que a proposta está em fase de elaboração, mas não fornece detalhes. No ministério, fala-se que o anúncio das novas instituções deverá ocorrer no próximo dia 16. Além de criar universidades, o governo deverá lançar novos campi em instituições já existentes. A expansão dará continuidade ao projeto iniciado no governo Lula, que criou 14 universidades - algumas delas a partir de desmembramentos ou da federalização de instituições já existentes.
O vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Alvaro Prata, diz que a ampliação da rede federal está em estudo no MEC. Segundo ele, o ministro já conversou com diferentes reitores:
- O governo tem uma proposta de seguir a expansão das universidades. E está se baseando no número de alunos, na oferta de instituições públicas e federais por habitante - conta Prata, que é reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O mapeamento da oferta pública, segundo ele, identificou que há a necessidade de uma nova federal em Santa Catarina: precisamente em Blumenau, no Vale do Itajaí. Prata diz que foi sondado pelo ministério para saber se a UFSC teria condições de abrir um novo campus na região. Segundo o reitor, porém, a universidade está empenhada em consolidar três campi já em funcionamento, além da sede em Florianópolis. Por isso, não teria como bancar mais um.
O vice-presidente da Andifes defende tanto a criação de novas universidades quanto a liberação de mais verbas para as atuais 59 instituições federais em funcionamento:
- Entendemos que a expansão das universidades não está terminada. É preciso dar sequência a esse projeto. As universidades existentes precisam ter condições de consolidar a expansão.
Fonte: O globo
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Endividamento e cultura de poupança
Ontem a noite na aula de Economia e Mercado ao discutir com os meus alunos do SENAC alguns princípios e fundamentos básicos da economia, evidenciei as dificuldades que temos em poupar e a propensão que temos ao consumo desenfreado. Socializo a seguir um texto bem interessante do Germano Rigotto que fala justamente disso. Vale a pena efetuar uma leitura rápida:
Diversos indicadores estão apontando que o endividamento do brasileiro alcançou um nível recorde. Trata-se de uma constatação que não pode figurar como pauta secundária no Brasil, principalmente quando se projeta nova crise internacional num horizonte não tão distante. Se tais condições se confirmarem, é provável que as consequências cheguem novamente ao país – uma vez que, na economia globalizada, não há ilhas de isolamento.
Pois bem: a dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), já corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social.
Vejamos esse dado por outro raciocínio: se os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas (juros e o empréstimo principal), totalizaria R$ 653 bilhõesem abril. Isto é: cada brasileiro teria de pagar o equivalente a 4,8 meses de rendimento para zerar as pendências. Apesar dos ganhos de renda registrados nesse período, as dívidas abocanharam uma parcela maior dos rendimentos da população.
Essa situação, paradoxalmente, decorre de um dado positivo em si mesmo: mais acesso ao crédito. Porém, como se vê, existe um grande risco embutido aí: em vez de economizar para depois comprar, boa parte das pessoas está comprando através da contração de dívidas. Se isso é feito com prudência e organização, não há qualquer problema. Ocorre que, não raras vezes, o grau de endividamento alcança um patamar insustentável no cotidiano de muitas famílias.
Ficam evidentes, nesse contexto, pelo menos dois problemas de ordem cultural: a falta de uma cultura de poupança e o consumismo desmedido. Se houver agravamento desse quadro, ainda mais com a incidência de uma nova crise internacional, há possibilidade de um forte desaquecimento da economia e do aumento da inadimplência. As famigeradas “bolhas” ficariam visíveis e com chances cada vez maiores de explodir.
O Brasil deve cuidar bem de seu mercado consumidor familiar. Isso não significa obstaculizar o acesso das pessoas aos bens de consumo, mas monitorar de perto o crescimento da dívida privada. É preciso criar consciência sobre a necessidade de poupança, inclusive com crianças e jovens em idade escolar. Algumas nações da Europa, perto da bancarrota, agora começaram a incentivar ações nesse sentido. Não deixemos chegar tão longe. Já é tempo de nosso país preparar as próximas gerações para uma nova postura de responsabilidade financeira individual.
Pois bem: a dívida total das famílias no cartão de crédito, cheque especial, financiamento bancário, crédito consignado, crédito para compra de veículos e imóveis, incluindo recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), já corresponde a 40% da massa anual de rendimentos do trabalho e dos benefícios pagos pela Previdência Social.
Vejamos esse dado por outro raciocínio: se os bancos e as financeiras decidissem cobrar a dívida total das pessoas físicas (juros e o empréstimo principal), totalizaria R$ 653 bilhões
Essa situação, paradoxalmente, decorre de um dado positivo em si mesmo: mais acesso ao crédito. Porém, como se vê, existe um grande risco embutido aí: em vez de economizar para depois comprar, boa parte das pessoas está comprando através da contração de dívidas. Se isso é feito com prudência e organização, não há qualquer problema. Ocorre que, não raras vezes, o grau de endividamento alcança um patamar insustentável no cotidiano de muitas famílias.
Ficam evidentes, nesse contexto, pelo menos dois problemas de ordem cultural: a falta de uma cultura de poupança e o consumismo desmedido. Se houver agravamento desse quadro, ainda mais com a incidência de uma nova crise internacional, há possibilidade de um forte desaquecimento da economia e do aumento da inadimplência. As famigeradas “bolhas” ficariam visíveis e com chances cada vez maiores de explodir.
O Brasil deve cuidar bem de seu mercado consumidor familiar. Isso não significa obstaculizar o acesso das pessoas aos bens de consumo, mas monitorar de perto o crescimento da dívida privada. É preciso criar consciência sobre a necessidade de poupança, inclusive com crianças e jovens em idade escolar. Algumas nações da Europa, perto da bancarrota, agora começaram a incentivar ações nesse sentido. Não deixemos chegar tão longe. Já é tempo de nosso país preparar as próximas gerações para uma nova postura de responsabilidade financeira individual.
*Presidente do Instituto Reformar de Estudos Políticos e Tributários e ex-governador do Rio Grande do Sul ( www.germanorigotto.com.br )
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
BOLSAS EM QUEDA NO MUNDO INTEIRO
As bolsas de valores de todo o mundo – incluindo a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) – sofrem fortes quedas nesta quinta-feira (4). O movimento global é consequência da preocupação dos mercados com o crescimento da economia mundial e um agravamento da crise européia, que leva os investidores a “fugirem” das ações, consideradas ativos de maior risco, e faz os preços caírem.
A saída de ativos considerados de maior risco é adotada como forma de defesa diante das elevadas incertezas em relação à trajetória das economias americana e européia, e o impacto de seu desaquecimento sobre os outros países.
O recuo fez o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmar nesta quinta que as bolsas estão derretendo "no mundo todo".
Os investidores temem que o crescimento da economia global, que ainda se recupera da crise financeira iniciada em 2008, perca força.
As preocupações ganharam força desde que o governo americano aumentou o limite para seu endividamento. A maior economia mundial terá que conter de forma representativa seus gastos e, desta forma, pode abalar a já complicada situação financeira do próprio país e das demais economias.
Esta semana, os EUA também revisaram para baixo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, dando sinais de uma recuperação lenta e difícil.
"Acreditamos agora que há uma chance de 35% de recessão nos Estados Unidos no ano que vem, aproximadamente o dobro do que calculávamos no segundo trimestre", escreveu a economista do Bank of America Merril Lynch Michelle Meyer.
Segundo a Lerosa Investimentos, no Ibovespa "o clima de que ainda pode ficar pior antes de melhorar é majoritário".
Europa
A crise europeia ainda reforça o cenário de cautela, diante da contaminação para novos países de maior peso na região, como Itália e Espanha. Neste último, a crise já fez com que o prêmio de risco do país, que mede a desconfiança dos investidores em comprar títulos espanhóis em vez dos alemães, atingisse um novo nível máximo desde a criação do Euro.
A crise europeia ainda reforça o cenário de cautela, diante da contaminação para novos países de maior peso na região, como Itália e Espanha. Neste último, a crise já fez com que o prêmio de risco do país, que mede a desconfiança dos investidores em comprar títulos espanhóis em vez dos alemães, atingisse um novo nível máximo desde a criação do Euro.
A Espanha ainda sofre consequências da crise financeira internacional. Assim como Grécia e Estados Unidos, o país saiu da turbulência econômica com endividamento excessivo e as contas desequilibradas.
Fonte: Agência Reuters
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
COBRANÇA DE IOF NO CARTÃO DE CRÉDITO É TENTATIVA DE FREAR O CONSUMO
O governo mandou hoje um recado explícito ao consumidor: pare de comprar. Essa é a interpretação do vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Na edição desta terça-feira (2) do "Diário Oficial da União", foi publicado um ato interpretativo que dispõe sobre a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de crédito. A medida, no entanto, já era aplicada em transações que envolvem crédito, como limite do cheque especial e do crédito rotativo do cartão de crédito.
A medida determina que quem utiliza o cartão de crédito para quitar contas terá de pagar o IOF de 3% ao ano. Para pessoa jurídica é de 1,5%.
"A medida não tem eficácia agora. O consumidor já paga esses percentuais quando utiliza o crédito rotativo do cartão para pagar contas. Essa publicação hoje serve apenas como alerta ao tomador de crédito. Este não é uma bom momento para comprar", explica Oliveira.
Segundo Oliveira, as dificuldades pelas quais passa economia brasileira, especialmente em relação à alta da inflação, fazem com que as pessoas utilizem mais crédito para continuar a consumir. "As pessoas podem estar utilizando mais o limite do cartão de crédito para pagar contas. O que é muito ruim, pois os juros são altos."
Taxando as operações de crédito o governo sinaliza que quer controlar a utilização maciça de crédito --antes estimulada por uma série de medidas que incentivavam o consumo com o intuito de aquecer a economia no pós-crise internacional (2008). O governo precisava manter a demanda interna aquecida, para não depender do mercado externo.
Assim, o governo estimulou a tomada de crédito de vários setores, como o próprio consumidor e empresas. Agora, com a economia muito aquecida e a escalada de preços, o governo tenta diminuir a busca desse crédito, tornando mais caro, para tentar controlar a inflação que já superou o teto da meta, de 6,5%.
Fonte: Folha Online
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Governo tenta estimular a indústria brasileira mais suscetível a crises cambiais
O governo lançará um pacote de incentivos ás indústrias para tentar melhorar a competitividade em alguns setores. A expectativa é que desonere a produção em R$ 25 bilhões nos próximos dois anos. As medidas incluem principalmente a redução de 20% do INSS de setores afetados pela queda do dólar como por exemplo: confecções, calçados, móveis e softwares.
A idéia é que em contrapartida as empresas paguem uma contribuição sobre o faturamento que deverá chegar em 1,5 %. Também haverá redução de impostos para aquisição de máquinas e equipamentos para as indústrias brasileiras.
O dólar baixo, embora seja ótimo para os consumidores que encontram produtos importados mais baratos é péssimo para a exportação, prejudicando as empresas e provocando desemprego.
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada na segunda-feira (1º) mostrou que quase metade das indústrias exportadoras perdeu participação no mercado externo em 2010 e, entre elas, um terço deixou de exportar. A sondagem foi feita com 1.569 empresas, entre 31 de março a 14 de abril.
EUA APROVAM ELEVAÇÃO DE ENDIVIDAMENTO
Como eu já imaginava o senado americano aprovou por 74 contra 26 o plano bipartidário costurado pelos lideres do congresso. No pano de fundo dessa discussão toda está certamente a reeleição do Presidente Obama. A questão sempre foi muito mais política que econômica. Percebe-se portanto, que não é privilegio do Brasil colocar os interesses políticos acima dos interesses da nação....
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