quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dez dicas para você melhorar o planeta

Todo mundo sabe, ou faz de conta que sabe. Então que tal cada um fazer a sua parte? Dez dicas simples para você melhorar o planeta:


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

POR QUE A ELITE É CONTRA A FEDERALIZAÇÃO DA FURB? (Este texto foi censurado pelo Jornal de Santa Catarina)


Ultimamente temos observado discussões acaloradas sobre a Federalização da FURB. Na última sexta feira participei, pela primeira vez, de uma reunião do Comitê Pró Federalização. O governo Federal tem uma dívida histórica com o Vale do Itajaí. É inadmissível que não tenhamos aqui uma Universidade Federal. Eu sempre  estive convencido de que a melhor maneira é a federalização da FURB.

Abaixo socializo na íntegra um  excelente texto do prof. Marcos Antonio Mattedi. Vale a pena ler e socializar o texto:



Saber do que se fala sempre ajuda. Agora, quando se trata do processo de formulação e implementação de políticas públicas em educação, é preciso sabê-lo de forma precisa. A controvérsia surgida com o repasse dos 16 milhões do Projeto de No.  38/2012 é tão superficial em suas diatribes contra Federalização da FURB que presta um desserviço à comunidade do Vale do Itajaí em geral e à população de Blumenau em particular. Por isso, é dever das pessoas que acompanham o processo de perto efetuar alguns esclarecimentos.

Dentro da atual política do Governo PT, existem duas estratégias predominantes de expansão do ensino superior público federal: 1) Universidade de raiz, em regiões carentes; 2) Campus avançados, através do Programa REUNI. A primeira estratégia não se justifica, porque o Vale do Itajaí apresenta altos índices de IDH e de oferta de vagas no ensino superior; a segunda é insatisfatória porque é muito lenta, e não tem apoio interno da UFSC. É preciso encontrar um caminho alternativo – e esse caminho é a FURB.

O Programa REUNI foi rejeitado pelas universidades hospedeiras, comunidades onde foi implantado e, principalmente, pelos estudantes e professores desses campi. Nesse sentido,  a criação de um Campus da UFSC na região é uma ofensa à história do Vale do Itajaí. Afinal, construímos uma instituição que é a 69ª. universidade brasileira, segundo o Ranking Folha. Por isso, quem defende a criação de um Campus da UFSC, ou desconhece a política do PT, ou não quer uma universidade federal na região.

Mas a luta pela Federalização da FURB não é nova. Remonta ao seu período de fundação, quando o baronato da malha era contrário à criação de uma instituição de ensino superior na região. Somente a elite da região conseguia manter seus filhos estudando nas capitais. Por isso, a FURB é uma criação da classe média. E ao longo de quase 50 anos mudou a história do Vale do Itajaí e serviu de modelo para implantação de ensino superior no interior de Santa Catarina. E cada geração de cidadãos efetuou sua contribuição nesse processo.

Não tenho a ambição de eliminar este equívoco, nem agora, nem aqui. Mas sou obrigado a dizer que a luta pela Federalização da FURB é uma luta de todos que amam viver no Vale do Itajaí. E, mais, é preciso dizer também que a Federalização da FURB é uma ameaça às elites econômicas e políticas que impedem o desenvolvimento do Vale do Itajaí. Quem não quer que a FURB federalizada e defende um Campus da UFSC, quer um processo lento para manter a dominação econômica e política na região. A elite sabe que, se povo população ganha, ela perde!





terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MANIFESTO Comitê Pró-Federalização da FURB


A Coordenação Colegiada do Comitê Pró-Federalização da FURB manifesta surpresa frente à posição da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) quanto à expansão da Educação Superior na região do Vale do Itajaí, excluindo a Universidade Regional de Blumenau (FURB). O estranhamento decorre do fato que a Reitoria da UFSC assumira compromissos com o Comitê, de pautar sua decisão a partir da constituição de Grupo de Trabalho para estudar o modelo de colaboração entre as duas universidades, bem como de realizar uma Audiência Pública em Blumenau para ouvir a comunidade regional.
Lamentavelmente, a Reitoria da UFSC anunciou sua posição unilateralmente, sem ouvir a comunidade regional e sem aprofundar o debate da proposta. Resulta fundamental, nesta hora, que o Ministério da Educação, responsável pelo processo, pronuncie-se para clarificar sua posição, se respalda ou não tal atitude.
Diante desta infeliz decisão, o Comitê reitera a continuidade da luta pela universidade federal da região, nascida grande, a partir da generosa oferta do município de Blumenau e da nossa comunidade: a FURB. Temos plena convicção de que, uma vez encontrada a necessária vontade política, esta reivindicação será atendida.
Finalizamos com a convocação da Reunião Plenária do Comitê, marcada para a próxima sexta-feira (dia 07/12/2012), às 16:00 horas, no Auditório do Bloco J – Campus I, oportunidade em que analisaremos a situação ora criada e definiremos os rumos do movimento.

Comitê Pró-Federalização da FURB
Blumenau (SC), 03 de dezembro de 2012.

Comitê Pró-Federalização da FURB
Fundação Universidade Regional de Blumenau
Rua Antônio da Veiga, 140. Campus I, Sala C-200.
89012-900 Blumenau SC
Fone: (47) 3321-0940
Correio-e: furbfederal@furb.br

domingo, 25 de novembro de 2012

FURB E UFSC DISCUTEM INDICAÇÃO GEOGRÁFICA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO VALES DA UVA GOETHE


A aula de encerramento da disciplina compartilhada entre os Programas de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da FURB e de Pós Graduação em Direito da UFSC ocorreu neste último sábado (24/11)  no Vales da Uva Goethe em Urussanga – SC.
A aula contou com a participação de professores e pesquisadores da UNESC – Universidade do Extremo Sul Catarinense e com palestras das proprietárias da Vinícola Mazon, uma das principais vinícolas que participaram da conquista da Indicação de Procedência do Vales da Uva Goethe. As palestrantes explicaram como ocorreu o processo de conquista da IG e os próximos passos do projeto.
As discussões acadêmicas no encontro destacaram a importância do “pós título”, ou seja, a construção dos processos de certificação dos produtores e o acesso ao mercado. Após a concessão de uma IG, a sustentabilidade passa a ser o principal foco.
 A definição de estratégias para colocação dos produtos no mercado e da organização dos produtores em torno da formação de preços mínimos e máximos a serem praticados é um desafio importante a ser superado. A maneira como os arranjos institucionais são estruturados e como a governança é exercida dentro destes arranjos, pode ser determinante para superar esses desafios.
Por fim ocorreu uma avaliação da disciplina e todos os alunos envolvidos consideraram a experiência extremamente positiva. O excelente nível das discussões, provocadas pela diversidade das áreas de formação envolvidas, propiciou um entendimento amplo e macro das Indicações Geográficas e dos desafios a serem superados para sua consolidação como vetor do desenvolvimento local e regional.
Esperamos que este seja o primeiro de muitos projetos envolvendo os Programas de Pós Graduação em Direito da UFSC e Desenvolvimento Regional da FURB na discussão das Indicações Geográficas. 

III REUNIÃO DO FÓRUM CATARINENSE DE INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS E SIGNOS DISTINTIVOS.


No último dia 23 de novembro ocorreu no município de Urussanga – SC, a III Reunião do Fórum Catarinense de Indicações Geográficas e Signos Distintivos.  A reunião, coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Otávio Pimentel da UFSC, contou com a participação de representantes da Secretária de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Epagri, Proghoete – Associação dos Produtores da Uva e do Vinho Goethe da Região de Urussanga, produtores de vinho Goethe, Prefeitura Municipal de Urussanga, Fecoagro, Ajorpeme, Ampe, Ibravin, e professores e pesquisadores de seis universidades de Santa Catarina.
O encontro aconteceu no auditório da Vinícola Mazon e o local não foi escolhido por acaso. Urussanga faz parte do Vales da Uva Goethe,  primeira e única Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI em Santa Catarina.
No evento foram discutidos assuntos relacionados à definição da agenda das atividades do fórum em 2013, a criação de um canal oficial de discussão do fórum, a definição de estratégias para a sensibilização e aproximação de outras entidades representativas no fórum, estratégias para a divulgação dos produtos catarinenses, acesso aos mercados, entre outros assuntos relevantes.
As discussões culminaram com alguns encaminhamentos importantes: definiu-se como prioridade para 2013 a elaboração de uma cartilha para esclarecer a importância das IGs para Santa Catarina, a formulação de uma carta de apresentação do fórum a ser encaminhada para entidades representativas do Estado, a criação de um site específico para divulgar atividades do fórum, a elaboração do estatuto e regimento interno do fórum.
Além disso, decidiu-se que as próximas reuniões do fórum devem contemplar atividades paralelas envolvendo atores regionais para discutir como as IGs poderiam contribuir para o desenvolvimento regional.  
Outra questão importante identificada foi à necessidade de envolver nas discussões representantes da área de turismo do Estado e dos municípios. Entende-se que as IGs podem ter interfaces importantes com esse segmento.
O evento foi um grande sucesso. Chamou a atenção o interesse demonstrado pelos representantes do Governo do Estado em torno das Indicações Geográficas e a expressiva participação das universidades nas discussões. Entende-se que as universidades podem ter um papel decisivo na identificação, desenvolvimento e fortalecimento das IGs, principalmente através de seus programas de pesquisa e extensão multi, inter e transdiscilplinares.
A FURB e o Núcleo de Políticas Públicas (NPP) esteve presente no evento, representados por alunos do Mestrado e do Doutorado em Desenvolvimento Regional.
A próxima edição do fórum deverá ocorrer em março de 2013 no município de Canoinhas e deve contar com eventos paralelos direcionados a professores e pesquisadores que tratam da temática das Indicações Geográficas. A região de Canoinhas discute a possibilidade de solicitar a IG da erva mate.

sábado, 10 de novembro de 2012

INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS E OUTROS SIGNOS DISTINTIVOS COLETIVOS E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL


Neste trimestre o Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional da FURB e o Programa de Pós Graduação em Direito da UFSC oferecem uma disciplina em conjunto para mestrandos e doutorandos das duas universidades. As discussões estão relacionadas às Indicações Geográficas e sua relação com o Desenvolvimento Regional Sustentável abordando os pontos positivos e críticos dessa relação bem como as interfaces geradas com as áreas de direito, economia, meio ambiente e afins. As aulas estão sendo ministradas nas duas universidades e o programa contempla também a verificação in loco de experiências de Indicação Geográfica, bem como a vivência de discussões que tem relação direta com o tema abordado pelas disciplinas envolvidas.
Os trabalhos estão sendo coordenados pelos Professores Dr. Luiz Otávio Pimentel e Profa. Dra. Fabiola Wus Zibetti da UFSC e pela Profa. Dra. Patrícia Luiza Kegel da FURB. Alem destes professores outros professores convidados das duas instituições e representantes do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também participam das discussões.
Neste sábado (10/11) as atividades foram realizadas no município de Pomerode, considerado um município emblemático em relação a potencialidades de IGs. Os alunos participaram de uma importante discussão relacionada à produção do “Queijo Kochkäse”, produto tradicional e que está desaparecendo na região e visitaram a produção da Oxford Crystais.
Para os próximos dias 23 e 24 de Novembro está prevista uma visita técnica para os Vales da Uva Goethe, primeira Indicação Geográfica de Santa Catarina. Além disso, os alunos e professores devem participar do Fórum Catarinense das Indicações Geográficas.

EXPERIÊNCIAS DE MANEJO AGROFLORESTAL E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS EM SANTA CATARINA


No último dia 08 de novembro foi realizada uma visita técnica na disciplina de  Economia Solidária e Território do Doutorado em Desenvolvimento Regional para vivenciar experiências de manejo agroflorestal e produção e comercialização de produtos agroecológicos. Os alunos visitaram três propriedades no município de Presidente Getúlio, no Alto Vale do Itajaí. Em uma propriedade rural verificou uma experiência interessante que concilia a preservação das florestas com a geração de renda através da apicultura. Nas outras duas propriedades rurais observou-se a produção orgânica de hortaliças.
Foi possível verificar o excelente trabalho desenvolvido pela CEMEAR (Centro de Motivação Ecológica e Alternativas Rurais), órgão que atua desde 1996 através de ações de cooperação técnica, ecologização de unidades produtivas familiares e estruturação do circuito de comercialização da distribuição de alimentos agroecológicos.
A CEMEAR promove uma articulação dos agricultores familiares agroecológicos e o mercado de produtos orgânicos. Os agricultores, organizados nos diversos grupos e associações, contam com o assessoramento direto de outros trabalhadores: técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, economistas etc, para desenvolver suas atividades e gerar emprego e renda local.