Todo mundo sabe, ou faz de conta que sabe. Então que tal cada um fazer a sua parte? Dez dicas simples para você melhorar o planeta:
Se os economistas pudessem dar um jeito de serem considerados como pessoas humildes e competentes, num mesmo nível que os dentistas, seria excelente! ( J. M. Keynes, 1930).
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
POR QUE A ELITE É CONTRA A FEDERALIZAÇÃO DA FURB? (Este texto foi censurado pelo Jornal de Santa Catarina)
Ultimamente temos observado discussões acaloradas sobre a Federalização da FURB. Na última sexta feira participei, pela primeira vez, de uma reunião do Comitê Pró Federalização. O governo Federal tem uma dívida histórica com o Vale do Itajaí. É inadmissível que não tenhamos aqui uma Universidade Federal. Eu sempre estive convencido de que a melhor maneira é a federalização da FURB.
Abaixo socializo na íntegra um excelente texto do prof. Marcos Antonio Mattedi. Vale a pena ler e socializar o texto:
Saber do que se fala
sempre ajuda. Agora, quando se trata do processo de formulação e implementação
de políticas públicas em educação, é preciso sabê-lo de forma precisa. A
controvérsia surgida com o repasse dos 16 milhões do Projeto de No.
38/2012 é tão superficial em suas diatribes contra Federalização da FURB
que presta um desserviço à comunidade do Vale do Itajaí em geral e à população
de Blumenau em
particular. Por isso, é dever das pessoas que acompanham o
processo de perto efetuar alguns esclarecimentos.
Dentro da atual
política do Governo PT, existem duas estratégias predominantes de expansão do
ensino superior público federal: 1) Universidade de raiz, em regiões carentes;
2) Campus avançados, através do Programa REUNI. A primeira estratégia não se
justifica, porque o Vale do Itajaí apresenta altos índices de IDH e de oferta
de vagas no ensino superior; a segunda é insatisfatória porque é muito lenta, e
não tem apoio interno da UFSC. É preciso encontrar um caminho alternativo – e
esse caminho é a FURB.
O Programa REUNI foi
rejeitado pelas universidades hospedeiras, comunidades onde foi implantado e,
principalmente, pelos estudantes e professores desses campi. Nesse
sentido, a criação de um Campus da UFSC na região é uma ofensa à história
do Vale do Itajaí. Afinal, construímos uma instituição que é a 69ª. universidade
brasileira, segundo o Ranking Folha. Por isso, quem defende a criação de um
Campus da UFSC, ou desconhece a política do PT, ou não quer uma universidade
federal na região.
Mas a luta pela
Federalização da FURB não é nova. Remonta ao seu período de fundação, quando o
baronato da malha era contrário à criação de uma instituição de ensino superior
na região. Somente a elite da região conseguia manter seus filhos estudando nas
capitais. Por isso, a FURB é uma criação da classe média. E ao longo de quase
50 anos mudou a história do Vale do Itajaí e serviu de modelo para implantação
de ensino superior no interior de Santa Catarina. E cada geração de cidadãos
efetuou sua contribuição nesse processo.
Não tenho a ambição
de eliminar este equívoco, nem agora, nem aqui. Mas sou obrigado a dizer que a
luta pela Federalização da FURB é uma luta de todos que amam viver no Vale do
Itajaí. E, mais, é preciso dizer também que a Federalização da FURB é uma
ameaça às elites econômicas e políticas que impedem o desenvolvimento do Vale
do Itajaí. Quem não quer que a FURB federalizada e defende um Campus da UFSC,
quer um processo lento para manter a dominação econômica e política na região.
A elite sabe que, se povo população ganha, ela perde!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
MANIFESTO Comitê Pró-Federalização da FURB
A Coordenação Colegiada do Comitê Pró-Federalização da FURB manifesta surpresa frente à posição da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) quanto à expansão da Educação Superior na região do Vale do Itajaí, excluindo a Universidade Regional de Blumenau (FURB). O estranhamento decorre do fato que a Reitoria da UFSC assumira compromissos com o Comitê, de pautar sua decisão a partir da constituição de Grupo de Trabalho para estudar o modelo de colaboração entre as duas universidades, bem como de realizar uma Audiência Pública em Blumenau para ouvir a comunidade regional.
Lamentavelmente, a Reitoria da UFSC anunciou sua posição unilateralmente, sem ouvir a comunidade regional e sem aprofundar o debate da proposta. Resulta fundamental, nesta hora, que o Ministério da Educação, responsável pelo processo, pronuncie-se para clarificar sua posição, se respalda ou não tal atitude.
Diante desta infeliz decisão, o Comitê reitera a continuidade da luta pela universidade federal da região, nascida grande, a partir da generosa oferta do município de Blumenau e da nossa comunidade: a FURB. Temos plena convicção de que, uma vez encontrada a necessária vontade política, esta reivindicação será atendida.
Finalizamos com a convocação da Reunião Plenária do Comitê, marcada para a próxima sexta-feira (dia 07/12/2012), às 16:00 horas, no Auditório do Bloco J – Campus I, oportunidade em que analisaremos a situação ora criada e definiremos os rumos do movimento.
Comitê Pró-Federalização da FURB
Blumenau (SC), 03 de dezembro de 2012.
Comitê Pró-Federalização da FURB
Fundação Universidade Regional de Blumenau
Rua Antônio da Veiga, 140. Campus I, Sala C-200.
89012-900 Blumenau SC
Fone: (47) 3321-0940
Correio-e: furbfederal@furb.br
domingo, 25 de novembro de 2012
FURB E UFSC DISCUTEM INDICAÇÃO GEOGRÁFICA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO VALES DA UVA GOETHE
A aula de encerramento da
disciplina compartilhada entre os Programas de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional
da FURB e de Pós Graduação em Direito da UFSC ocorreu neste último sábado
(24/11) no Vales da Uva Goethe em
Urussanga – SC.
A aula contou com a participação
de professores e pesquisadores da UNESC – Universidade do Extremo Sul
Catarinense e com palestras das proprietárias da Vinícola Mazon, uma das
principais vinícolas que participaram da conquista da Indicação de Procedência
do Vales da Uva Goethe. As palestrantes explicaram como ocorreu o processo de
conquista da IG e os próximos passos do projeto.
As discussões acadêmicas no
encontro destacaram a importância do “pós título”, ou seja, a construção dos
processos de certificação dos produtores e o acesso ao mercado. Após a
concessão de uma IG, a sustentabilidade passa a ser o principal foco.
A definição de estratégias para colocação dos
produtos no mercado e da organização dos produtores em torno da formação de
preços mínimos e máximos a serem praticados é um desafio importante a ser
superado. A maneira como os arranjos institucionais são estruturados e como a
governança é exercida dentro destes arranjos, pode ser determinante para
superar esses desafios.
Por fim ocorreu uma avaliação da
disciplina e todos os alunos envolvidos consideraram a experiência extremamente
positiva. O excelente nível das discussões, provocadas pela diversidade das
áreas de formação envolvidas, propiciou um entendimento amplo e macro das
Indicações Geográficas e dos desafios a serem superados para sua consolidação
como vetor do desenvolvimento local e regional.
Esperamos que este seja o primeiro
de muitos projetos envolvendo os Programas de Pós Graduação em Direito da UFSC
e Desenvolvimento Regional da FURB na discussão das Indicações Geográficas.
III REUNIÃO DO FÓRUM CATARINENSE DE INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS E SIGNOS DISTINTIVOS.
No último dia 23 de novembro
ocorreu no município de Urussanga – SC, a III Reunião do Fórum Catarinense de
Indicações Geográficas e Signos Distintivos.
A reunião, coordenado pelo Prof. Dr. Luiz Otávio Pimentel da UFSC,
contou com a participação de representantes da Secretária de Estado do
Desenvolvimento Econômico Sustentável, Epagri, Proghoete – Associação dos
Produtores da Uva e do Vinho Goethe da Região de Urussanga, produtores de vinho
Goethe, Prefeitura Municipal de Urussanga, Fecoagro, Ajorpeme, Ampe, Ibravin, e professores e pesquisadores de seis universidades de Santa Catarina.
O encontro aconteceu no auditório
da Vinícola Mazon e o local não foi escolhido por acaso. Urussanga faz parte do
Vales da Uva Goethe, primeira e única
Indicação Geográfica reconhecida pelo INPI em Santa Catarina.
No evento foram discutidos
assuntos relacionados à definição da agenda das atividades do fórum em 2013, a criação de um canal
oficial de discussão do fórum, a definição de estratégias para a sensibilização
e aproximação de outras entidades representativas no fórum, estratégias para a
divulgação dos produtos catarinenses, acesso aos mercados, entre outros
assuntos relevantes.
As discussões culminaram com
alguns encaminhamentos importantes: definiu-se como prioridade para 2013 a elaboração de uma
cartilha para esclarecer a importância das IGs para Santa Catarina, a
formulação de uma carta de apresentação do fórum a ser encaminhada para
entidades representativas do Estado, a criação de um site específico para
divulgar atividades do fórum, a elaboração do estatuto e regimento interno do
fórum.
Além disso, decidiu-se que as
próximas reuniões do fórum devem contemplar atividades paralelas envolvendo
atores regionais para discutir como as IGs poderiam contribuir para o
desenvolvimento regional.
Outra questão importante
identificada foi à necessidade de envolver nas discussões representantes da
área de turismo do Estado e dos municípios. Entende-se que as IGs podem ter
interfaces importantes com esse segmento.
O evento foi um grande sucesso. Chamou
a atenção o interesse demonstrado pelos representantes do Governo do Estado em
torno das Indicações Geográficas e a expressiva participação das universidades
nas discussões. Entende-se que as universidades podem ter um papel decisivo na
identificação, desenvolvimento e fortalecimento das IGs, principalmente através
de seus programas de pesquisa e extensão multi, inter e transdiscilplinares.
A FURB e o Núcleo de Políticas
Públicas (NPP) esteve presente no evento, representados por alunos do Mestrado
e do Doutorado em
Desenvolvimento Regional.
A próxima edição do fórum deverá ocorrer
em março de 2013 no município de Canoinhas e deve contar com eventos paralelos
direcionados a professores e pesquisadores que tratam da temática das
Indicações Geográficas. A região de Canoinhas discute a possibilidade de
solicitar a IG da erva mate.
sábado, 10 de novembro de 2012
INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS E OUTROS SIGNOS DISTINTIVOS COLETIVOS E O DESENVOLVIMENTO REGIONAL SUSTENTÁVEL
Neste
trimestre o Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional
da FURB e o Programa de Pós Graduação em Direito da UFSC oferecem uma disciplina em conjunto para mestrandos e
doutorandos das duas universidades. As discussões estão relacionadas às
Indicações Geográficas e sua relação com o Desenvolvimento Regional Sustentável
abordando os pontos positivos e críticos dessa relação bem como as interfaces
geradas com as áreas de direito, economia, meio ambiente e afins. As aulas
estão sendo ministradas nas duas universidades e o programa contempla também a
verificação in loco de experiências de Indicação Geográfica, bem como a
vivência de discussões que tem relação
direta com o tema abordado pelas disciplinas envolvidas.
Os
trabalhos estão sendo coordenados pelos Professores Dr. Luiz Otávio Pimentel e
Profa. Dra. Fabiola Wus Zibetti da UFSC e pela Profa. Dra. Patrícia Luiza Kegel
da FURB. Alem destes professores outros professores convidados das duas instituições
e representantes do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento também
participam das discussões.
Neste
sábado (10/11) as atividades foram realizadas no município de Pomerode,
considerado um município emblemático em relação a potencialidades de IGs. Os alunos
participaram de uma importante discussão relacionada à produção do “Queijo
Kochkäse”, produto tradicional e que está desaparecendo na região e visitaram a
produção da Oxford Crystais.
Para os
próximos dias 23 e 24 de Novembro está prevista uma visita técnica para os
Vales da Uva Goethe, primeira Indicação Geográfica de Santa Catarina. Além
disso, os alunos e professores devem participar do Fórum Catarinense das
Indicações Geográficas.
EXPERIÊNCIAS DE MANEJO AGROFLORESTAL E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS EM SANTA CATARINA
No último
dia 08 de novembro foi realizada uma visita técnica na disciplina de Economia Solidária e Território do Doutorado em Desenvolvimento Regional
para vivenciar experiências de manejo agroflorestal e produção e
comercialização de produtos agroecológicos. Os alunos visitaram três
propriedades no município de Presidente Getúlio, no Alto Vale do Itajaí. Em uma
propriedade rural verificou uma experiência interessante que concilia a
preservação das florestas com a geração de renda através da apicultura. Nas
outras duas propriedades rurais observou-se a produção orgânica de hortaliças.
Foi
possível verificar o excelente trabalho desenvolvido pela CEMEAR (Centro de
Motivação Ecológica e Alternativas Rurais), órgão que atua desde 1996
através de ações de cooperação técnica, ecologização de unidades produtivas
familiares e estruturação do circuito de comercialização da distribuição de
alimentos agroecológicos.
A CEMEAR promove uma articulação
dos agricultores familiares agroecológicos e o mercado de produtos orgânicos. Os
agricultores, organizados nos diversos grupos e associações, contam com o
assessoramento direto de outros trabalhadores: técnicos agrícolas, engenheiros
agrônomos, economistas etc, para desenvolver suas atividades e gerar emprego e
renda local.
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