domingo, 10 de abril de 2011

Brasil forma quase três vezes menos engenheiros do que países da OCDE


As áreas preferidas de formação dos estudantes brasileiros no ensino superior são ciências sociais, negócios, direitos e serviços (37,1%) e humanidades, artes e educação (29,3%). É o que mostra levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais, Ernesto Faria, do portal Estudando Educação, a partir de relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os números apontam que o Brasil forma quase três vezes menos engenheiros do que os países desenvolvidos que fazem parte do grupo.

O estudo reuniu dados sobre 36 países. Entre todos eles, o Brasil tem o menor percentual de formandos em engenharia, indústria e construção:  4,6% do total, enquanto entre os países da OCDE a média é de 12%. Na Coreia do Sul e no Japão, por exemplo, os formandos nessas áreas respondem por 23,2% e 19% do total, respectivamente. O outro país latino-americano incluído na pesquisa, o Chile, tem 13,7% de titulados nessa área do total de concluintes.

O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, afirma que a pasta já trabalha para mudar esse quadro. Uma “sala de situação” está mapeando - junto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e outros órgãos do governo - quais áreas do conhecimento, inclusive as engenharias, precisarão ter um aumento no número de profissionais formados para atender as demandas do país nas próximas décadas.

“Com a expansão do Reuni [Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, lançado em 2007], dobramos a matrícula nos cursos de engenharia. Então, no horizonte de uns cinco anos, já teremos uma mudança porque os concluintes vão aumentar muito. Mas, independentemente disso, temos que avançar mais. Estamos levantando a demanda estado por estado e as necessidades de cada especialidade”, explica Costa.

Segundo o secretário, o diagnóstico deve ficar pronto nos próximos dois meses. Preliminarmente, ele aponta a engenharia naval como uma das áreas em que será necessário grande esforço. O plano será apresentado às instituições, mas elas têm autonomia para decidir onde preferem investir.

“Estamos fazendo uma projeção até 2050 porque precisamos ter uma visão estratégica do que o país precisa. O Estado vai agir como um tutor, respeitando a autonomia das universidades. Será um trabalho de convencimento, mostrando esses resultados. Em alguns casos, se for do interesse do governo, podemos propor editais”, afirma.

Mas aumentar o número de vagas e estimular a matrícula dos alunos em cursos específicos não será suficiente para melhorar o quadro. Outro problema que precisa ser atacado é a alta evasão das engenharias. “Dos mais de 100 mil que entram, saem 35 mil”, aponta o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Pinheiro. A entidade tem um projeto para estimular a entrada dos estudantes do ensino médio nos cursos e melhorar a qualidade da formação. Ele avalia que o cenário está evoluindo. A previsão é que 50 mil se formem em 2011 e o ideal, segundo ele, seria chegar a 80 mil titulados anualmente.

“Havia muita evasão porque o curso é difícil e as oportunidades de trabalho eram pequenas, os alunos não tinham estímulo para terminar. Hoje a gente começar a ter uma outra visão porque os estudantes começam a trabalhar ainda na faculdade e já saem empregados em função do crescimento do país”, avalia.

Para reduzir o abandono, é importante ainda melhorar a qualidade do ensino médio para que os alunos consigam acompanhar o curso sem dificuldade. Pinheiro conta que algumas instituições têm gastado algum tempo, no início  da graduação, para reforçar os conteúdos que os alunos deveriam ter aprendido na educação básica em áreas como matemática. Costa admite que é preciso otimizar o fluxo. “O  problema precisa ser trabalhado internamente nas universidades”.
Fonte: TPA

segunda-feira, 28 de março de 2011

GOVERNO AUMENTA IOF PARA COMPRAS NO EXTERIOR A PARTIR DE HOJE

O governo vai elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre as compras no exterior com cartão de crédito de 2,38% para 6,38%. A elevação do IOF não só aumentará os custos de viagens ao exterior, mas também deve reduzir a compra de produtos importados pela internet.
A medida estava sendo estudada pelo governo desde o início do ano como uma das formas de conter o crédito e segurar o consumo dos brasileiros, fatores que pressionam o aumento da inflação.
Os gastos de brasileiros no exterior cresceram muito no ano passado por causa da valorização do real ante o dólar. A despesa bruta com cartão de crédito no primeiro bimestre do ano foi de US$ 2,03 bilhões, segundo o Banco Central, ante US$ 1,51 bilhão no mesmo período de 2010.

Veja abaixo a evolução ( em US$ bilhões) dos gastos dos brasileiros por meio de cartões de crédito fora do pais:

2000 - 1,9
2001 - 1,6
2002 - 1,3
2003 - 1,2
2004 - 1,6
2005 - 2,4
2006 - 3,1
2007 - 4,7
2008 - 6,5
2009 - 6,5
2010 - 10,1

Fonte: Correio Brasiliense e o Estadão Online

sexta-feira, 25 de março de 2011

China dobra participação na economia mundial em cinco anos

O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) da China alcançou ao fim de 2010 a marca de 9,5% do total mundial, com o que duplicou a participação que havia registrado cinco anos antes, informou o Escritório Nacional de Estatísticas chinês.
A China também tomou do Japão o posto de segunda maior economia do mundo em 2010. Cinco anos antes, o PIB chinês era apenas o quinto maior do globo, assinalou o escritório, citado pela agência Xinhua. Ainda assim, o órgão oficial destacou que o PIB per capita da China segue atrás da maioria dos países, embora não tenha oferecido os dados referentes a 2010.
O investimento estrangeiro direto na China no ano passado alcançou R$ 98 bilhões (US$ 59 bilhões), aumento de 380% com relação a 2005. O investimento estrangeiro no gigante asiático, que no quesito passou do 18º posto em 2005 para o quinto em 2009, representa 5,1% do total mundial.
A China superou o Japão como segunda potência econômica mundial em 2010, com um PIB de R$ 9,1 trilhões; já o da China alcançou R$ 9,7 trilhões (US$ 5,87 trilhões). Para o Brasil, a estimativa para 2010 é de R$ 2,02 trilhões. A economia dos Estados Unidos - a maior do mundo - é de R$ 24,4 trilhões (US$ 14,7 trilhões), na estimativa para 2010.
A economia chinesa agora está atrás apenas do resultado dos Estados Unidos - posição que a economia japonesa ocupava desde 1968.
O ministro de Política Econômica e Orçamentária do Japão, Kaoru Yosano, cumprimentou a China pela "rápida progressão" registrada na economia.
- Isso pode ser o sustento de um desenvolvimento da economia regional, ou seja, a Ásia oriental e do sudeste. Desejamos melhorar as relações entre Japão e China no campo econômico.
A China registra há vários anos um índice de crescimento próximo ou superior a 10%. O PIB aumentou 10,3% em 2010.
 Fonte: Record

quinta-feira, 24 de março de 2011

OS DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL NO OESTE CATARINENSE

Compartilho com vocês um cometário muito interessante e oportuno efetuado pelo jornalista Moacir Pereira em seu blog de hoje  relatando as dificuldades de desenvolvimento da região Oeste de Santa Catarina e seus possiveis reflexos. Comentário instigante para uma reflexão.......

O Oeste de Santa Catarina vive hoje uma situação parecida com a registrada na década de  1950. Se uma política de governo não definir obras, serviços e incentivos, a região poderá sofrer abalo econômico nos próximos anos, afetando seu desenvolvimento e atingindo o agro-negócio, o item principal nas exportações catarinenses.
             A situação do oeste é também paradoxal.  De um lado, cresce o êxodo rural em vários municípios pequenos e médios, cujas populações estão caindo.  A migração vem se agravando com a transferência de empresas para o litoral, principalmente, nos setores da construção civil e de serviços.   As indústrias ligadas à produção de aves e suínos também começam a cogitar de mudança para Mato Grosso e Goiás, onde pagam o milho pela metade do preço de Chapecó. De outro, há uma grande carência de mão de obra.  De acordo com as entidades empresariais, só em Chapecó há falta de 5 mil trabalhadores.   Dezenas de ônibus transportam colaboradores do Rio Grande do Sul e do Paraná.  Não só para Chapecó e região. Também para Concórdia e municípios do Vale do Rio do Peixe.
             O déficit de mão de obra é tão acentuado que as empresas já cogitam contratar trabalhadores do Senegal.  Há experiência bem sucedida em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.  Os operários, a maioria muçulmanos,  são disciplinados, dedicados e não criam problemas.
            O duplo esvaziamento da economia regional deve-se  a vários fatores.  Um dos mais delicados é da ausência de infra-estrutura. As empresas pagam muito caro os insumos para produção e depois encontram adversidades na colocação dos produtos no mercado. Não há ferrovias e o único meio de transporte – o rodoviário – está defasado há muito tempo. 
O oeste catarinense viveu encruzilhada semelhante na primeira metade do século passado, com carência de energia, estradas, educação e integração.  Santa Catarina sofria até o risco de desintegração física com ameaça real de criação do Estado do Iguaçu.   O governo Celso Ramos criou a Secretaria do Oeste, garantiu energia, escolas, saúde pública e a região explodiu para se transformar no maior pólo do agronegócio no Brasil.
           A política de descentralização nos dois mandatos do governo Luiz Henrique não evitou novas migrações humanas e nem melhorou a infra-estrutura.  

terça-feira, 22 de março de 2011

Terremoto poderá custar 4% do PIB do Japão, avalia estudo do Bird

O terremoto, seguido por tsunami, que atingiu o Japão no dia 11 deste mês poderá resultar em perdas de até US$ 235 bilhões, ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo estudo divulgado hoje pelo Banco Mundial (Bird). Na melhor estimativa da instituição, o prejuízo ao país é estimado em US$ 122 bilhões, equivalente a 2,5% do PIB.
Segundo avalia o Bird, o desastre deverá afetar negativamente a economia japonesa até meados deste ano, mas espera-se uma retomada nos trimestres seguintes como resultado dos trabalhos de reconstrução, que poderão durar cinco anos.
A expectativa se sustenta no comportamento da economia do Japão após o terremoto de Kobe, em 1995. Na época, diz o Bird, o comércio internacional do Japão mostrou contração em poucos trimestres, de forma que, em um ano, as importações se recuperaram totalmente, enquanto as exportações retomaram 85% do que eram antes do terremoto.
Apesar disso, os prejuízos estimados superam as perdas em Kobe, que chegaram a US$ 100 bilhões - cerca de 2% do PIB.
O estudo, no entanto, aponta que ainda é cedo para estimar com precisão os danos à economia do terremoto deste mês, citando também incertezas relacionadas à situação dos reatores nucleares no Japão
O Bird prevê que o terremoto terá impacto 'modesto' nas economias do Leste Asiático. A expectativa é que, no curto prazo, o impacto seja mais significativo no comércio exterior e nas finanças, uma vez que cerca de um quarto da dívida de longo prazo na região está denominada em iene.
O estudo também lembra que os negócios com o Japão representaram cerca de 9% do comércio das nações do Leste Asiático nos últimos cinco anos. Assim, as exportações da região poderão mostrar uma desaceleração de 0,75 ponto a 1,5 ponto percentual, caso a economia japonesa se desacelere entre 0,25 e 0,5 ponto percentual.
'Nesse momento, esperamos que o impacto desse desastre na região do Leste Asiático será pouco sentido', afirma no relatório Vikram Nehru, economista-chefe do Bird no Leste Asiático e Região do Pacífico.
Por outro lado, o levantamento diz que o terremoto e o tsunami correspondem a uma dura lembrança de um dos maiores desafios da região, sua vulnerabilidade a desastres naturais.
Fonte: Globo.com

Incentivo a agricultura

O Governo do Estado de SC estuda a possibilidade de incluir carne suína e arroz  na merenda escolar e no cardápio dos hospitais públicos e presídios do Estado. A idéia é tentar ampliar o mercado consumidor destes dois produtos e tentar contribuir para diminuir o excesso de produção beneficiando os produtores rurais.
Políticas Públicas nesse sentido podem ser interessantes já que a nível federal temos dois exemplos que, embora incipientes, parecem caminhar para o sucesso: trata-se do programa de biodíesel e da obrigatoriedade de adquirir uma parte dos produtos destinados a merenda escolar de pequenos produtores rurais. Estas ações podem auxiliar no fortalecimento da agricultura familiar e contribuir para o desenvolvimento local / regional.

sábado, 19 de março de 2011

Brasil deve passar Itália e virar a 7ª maior economia do mundo

O Brasil provavelmente já se tornou a sétima maior economia do mundo em 2010. De acordo com estimativa de Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o PIB de R$ 3,675 trilhões em 2010 corresponde a US$ 2,089 trilhões, tomando-se a cotação média do dólar no ano. Com esse valor, o PIB brasileiro ultrapassa o da Itália no ranking do FMI, que é de US$ 2,037 trilhões.  Agostini ressalva de que o ranking do PIB do FMI ainda tem uma estimativa para o crescimento em 2010 da Itália, e não o resultado efetivo do ano. Se a comparação for feita com a estimativa do PIB em 2010, que também é o que ainda consta do ranking, a Itália está na frente - o tamanho da economia brasileiro seria de US$ 2,024 bilhões.
Segundo o economista, o FMI só incluirá no seu ranking os resultados efetivos do crescimento do PIB dos diversos países membro em abril. "Só aí dá para dizer com 100% de certeza de que o Brasil já é a sétima maior economia", diz Agostini.
Ele frisa, no entanto, que a possibilidade de que isso já tenha acontecido é alta. A estimativa do FMI de crescimento do PIB italiano em 2010 é de 1%, enquanto que o resultado efetivo foi de 0,1%. Em outras palavras, é bem possível que o tamanho do PIB da Itália caia quando o resultado efetivo for incluído em abril. Mas pode haver mudanças também no câmbio médio utilizado para converter para dólares,
No caso brasileiro, apesar da estimativa de crescimento do PIB do FMI para 2010 ser exatamente dos 7,5% efetivamente ocorridos, o valor do PIB no ranking é menor do que o calculado por Agostini, o que deve se explicar pelo uso de uma taxa de câmbio médio diferente.
Agostini nota que, ao final de 2011, a chances de que o Brasil esteja à frente da Itália em termos de PIB é grande, já que as expectativas de crescimento brasileiro são maiores que as da Itália. Em termos cambiais, ele espera que tanto o euro quanto o real se valorizem ante o dólar. Pelas previsões de Agostini, o Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2018, com PIB de US$ 3,3 trilhões, e atrás de EUA, China, Japão e Alemanha. Em sexto, sétimo e oitavo lugares estariam, respectivamente, Reino Unido, Rússia e Índia.
Ranking. A alta de 7,5% do PIB do Brasil em 2010 coloca o País na terceira posição do ranking dos maiores crescimentos elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que inclui nações com economias relevantes que já tenham divulgado as Contas Nacionais do ano. Em primeiro e segundo lugar, estão China e Índia, com respectivamente 10,3% e 8,6% de crescimento do PIB em 2010.
O quarto e quinto colocados são Coreia do Sul (6,1%) e México (5,5%). Assim, considerando-se a Coreia como emergente, as cinco primeiras posições de crescimento em 2010 estão todas neste grupo. O mundo cresceu 5% no ano passado.
No último trimestre, o Brasil, com crescimento de 0,7% (comparado ao trimestre anterior, na série dessazonalizada), ficou em quarto no ranking dos países relevantes que já divulgaram este resultado. Na frente, estão Noruega (2,4%), México (1,3%) e Estados Unidos (0,8%).
Entre os Brics, o ranking do último trimestre tem de ser feito na comparação com o mesmo período de 2009, já que China e Índia só divulgam assim. Com crescimento de 5%, o Brasil fica abaixo de chineses (9,8%) e indianos (8,2%), empata com a Rússia, e supera a África do Sul (3,8%).
Fonte: Estadão Online